Mostrando postagens com marcador bossa nova. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador bossa nova. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

‘Chico Buarque é um chato’

Vi hoje no G1:

“Eu acho o Chico Buarque um horror, um equívoco, um chato, um parnasiano. O Olavo Bilac é muito mais moderno que ele. Ele faz uma música anêmica, sem energia, sem vivacidade, parece que precisa tomar soro. A Bossa Nova é a mesma coisa, uma música easy listening, que toca em loja de departamento quando a gente vai comprar uma meia.”
Esta é apenas uma pequena amostra do que foi a participação de Lobão na mesa de abertura do Fórum das Letras de Ouro Preto (Flop). Acelerados, ele e Nelson Motta mal pararam para respirar: foram duas horas de uma conversa intensa, à qual não faltaram declarações polêmicas, mesmo da parte do geralmente conciliador Nelsinho, que em relação à Bossa Nova acrescentou: “Tirando Tom, Vinicius e João Gilberto, tudo que veio depois na Bossa Nova foi diluição. A gente sabe que Roberto Menescal, Carlos Lyra etc são músicos de segundo time.”
Lobão contou então que, quando João Gilberto gravou sua música “Me chama”, pediram uma declaração sua: “Todo mundo daria a ***** para ter uma música gravada pelo João Gilberto, mas eu respondi: ‘Quero que ele se ****, acho ele um chato de galocha’. Depois eu soube que ele ficou ofendidíssimo, mas odeio essa sacralização da Bossa Nova, acho isso uma *****, uma coisa jeca, sem tesão.”

Lobão e Nelson Motta que me desculpem, eu realmente aprecio o trabalho dos dois, mas tenho algumas considerações a fazer: 1) Chico Buarque é um gênio. Ele tem composições fantásticas e compreende a alma feminina como ninguém; 2) Menescal e Lyra só não tiveram destaque, mas isso não os desmerece como artistas; 3) Bossa Nova é música de loja de departamento? Me diz qual é que eu vou passar a fazer compras lá. Nas lojas desse tipo que eu conheço só tocam músicas americanas, realmente muuuito construtivas. Se todas as lojas de departamento tocassem Bossa Nova, acredito que o povo brasileiro teria um acréscimo de cultura considerável. E tenho dito.

domingo, 2 de novembro de 2008

Homenagem à Bossa Nova - II

Milton Nascimento também decidiu comemorar o aniversário de 50 anos da Bossa Nova, com direito a turnê internacional. Seus parceiros de viagem são Paulo e Daniel Jobim, além de Paulo Braga - o Trio Jobim. Nesse momento, os artistas estão realizando shows pelos Estados Unidos. Na verdade, finalizam a parte americana da turnê nesse final de semana. Logo depois, partem para a Europa e continuam o trabalho que está sendo bastante elogiado. Mas o projeto de Milton em homenagem à Bossa não se resume a essa turnê: está presente também em seu novo álbum, "Novas Bossas". Tal cd é composto por 14 faixas, dentre elas clássicos de Tom, Caymmi e Vinícius e músicas inéditas. Nem preciso falar que esse novo trabalho de Milton também recebeu críticas maravilhosas, não é? As obras desse artista são extremamente bem produzidas, e sempre apresentam inovações e/ou novos arranjos e interpretações que merecem destaque. Vale a pena conferir!

sábado, 1 de novembro de 2008

Homenagem à Bossa Nova

Diana Krall, cantora de jazz, está de passagem pelo Brasil. Ela fará cinco apresentações no país, passando pelas capitais Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro. No repertório de tais apresentações encontram-se músicas da Bossa Nova, selecionadas por Diana para fazer uma homenagem a esse brilhante movimento musical brasileiro. Declaradamente apaixonada pela Bossa, a cantora interpretou músicas até na própria língua portuguesa, como "Este seu olhar", de Tom Jobim. Em sua estadia curta, mas extremamente prazerosa para os brasileiros amantes do jazz, Diana aproveita também para gravar seu segundo dvd, "Live in Rio". Agora só resta aos fãs que não puderam assistir ao maravilhoso concerto aguardar o lançamento do dvd!

Retirado de: JB Online , BrincoTV.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

"Água brilhando, olha a pista chegando e vamos nós!"


Não há melhor maneira de se começar um texto que citar um trecho de música de Tom Jobim. A obra em questão é "Samba do Avião" que, junto a muitas outras músicas de Tom e demais mestres, constituiu o movimento fantástico que foi a Bossa Nova. Nesse ano de 2008, comemora-se os 50 anos do álbum "Canção do amor demais”, de Elizete Cardoso, que deu início a uma revolução no quadro musical brasileiro ao revelar a batida do violão de João Gilberto. Era uma junção mágica entre o samba e o jazz. Mas não foi só isso: em 1958, também, nasceram astros da música, do esporte, ativistas políticos, dentre outros. Foram pessoas e acontecimentos que, se não existissem, causariam uma perda enorme e uma mudança no quadro histórico-cultural do Brasil e do mundo. Sendo assim, escolhi como tema do meu blog justamente a homenagem a esses tão importantes personagens que, direta ou indiretamente, mudaram nossas vidas. Há tanto a ser celebrado que realmente vale a pena se pontuar e recordar! Aguardem!